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RENOVÁVEIS: Participação na matriz energética brasileira é três vezes superior ao indicador mundial

7 de dezembro de 2016

RENOVÁVEIS: Participação na matriz energética brasileira é três vezes superior ao indicador mundial

Brasil também se destaca na matriz de geração elétrica com 74% de fontes renováveis

 As transformações ocorridas no setor de energia têm incentivado o crescimento das fontes renováveis, que totalizaram em 2015 participação de 41,2% na matriz brasileira, indicador quase três vezes superior ao indicador mundial, de apenas 13,8%.

O País também se destaca na matriz de geração elétrica com 74% de renováveis, enquanto o mundo detêm 23,8%. Os dados constam no boletim “Energia no Mundo 2014-2015”, divulgado anualmente pela Secretária de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME).

“No Acordo sobre Mudanças Climáticas fechado na Cop 21, em Paris, o Brasil comprometeu-se a reduzir a emissão de gases poluentes em 43%, até 2030. Para isso, garantiu, na geração de eletricidade, a participação de 66% de fonte hídrica, 23% de fontes renováveis eólica, solar e biomassa, 16% de etanol carburante e demais fontes derivadas da cana-de-açúcar, além do aumento de cerca De 10% na eficiência energética”, destaca o deputado Gil Pereira (PP), que preside a Comissão de Minas e Energia da ALMG.

 Referência

“Para inserir o Estado como referência na produção de energia limpa, em 2013, o então vice-governador Alberto Pinto Coelho lançou o Programa Mineiro de Energias Renováveis – Energias de Minas, desdobramento dos atlas Eólico e Solarimétrico desenvolvidos no governo de Antonio Anastasia. O Energias de Minas tem como grande destaque benefícios fiscais para empreendimentos do setor em nosso Estado, já que entre os grandes entraves para a geração de energia limpa estão os custos da produção e investimentos em tecnologias”, informou o deputado Gil Pereira.

Em 2015 foi sancionada a lei 21.713, de sua autoria, que beneficia empresas interessadas em gerar energia solar no Estado de Minas Gerais, estendendo incentivos fiscais para o período de 20 anos.

Demanda mundial

Em 2015, a demanda mundial de energia atingiu o montante de 13.777 Mtep (tonelada equivalente de petróleo), das quais 81,4% de combustíveis fósseis, valor 46 vezes maior que a demanda brasileira de energia, com apenas 57,5% de fontes fósseis. Entre as fontes consumidas no mundo, o petróleo representou 31,4%; o carvão mineral (28,1%); gás natural (21,6%); energia nuclear (4,9%); energia hidráulica (2,6%) e outras fontes não especificadas (11,4%).

Do total da demanda mundial de energia no ano passado, 36%, ou 5.000 milhões de tep, foram destinadas à geração de energia elétrica, como insumos, resultando em 24.364 TWh ofertados e 2.880 Mtep de perdas térmicas.

Das fontes utilizadas para geração de energia elétrica, 39,1% foram de carvão mineral, 22,3% de gás, 3,9% de óleo, 10,6% de urânio, 17,1% de hidráulica e 7% de outras não especificadas. As fontes renováveis somaram 23,8%, dos quais, 3,5 pontos percentuais de eólica e 1 de solar.

Quanto às emissões de CO2 pelo uso de energia, o mundo emitiu 32.100 Mt de CO2, em 2015, equivalentes a um indicador de 2,33 tCO2 por tep de energia consumida. No Brasil, o indicador de emissões ficou em apenas 1,55 tCO2/tep (66% do indicador mundial), em razão da maior presença de fontes renováveis na sua matriz energética.

O boletim “Energia no Mundo” apresenta gráficos e dados sobre as matrizes energética e elétrica de 89 países. O documento também traz indicadores sobre a produção e o consumo de energia nesses países e suas relações com o PIB, população e emissões de CO2.

Fonte: MME