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Deputado Gil Pereira (PP): “Se não houver água no Velho Chico, como haverá transposição?”.

19 de novembro de 2015

A Comissão de Minas e Energia da ALMG realizará no próximo dia 23/11/2015, às 14h30, em Belo Horizonte, o debate público Velho Chico: transposição exige revitalização. Sem Minas não há salvação. O objetivo é conhecer detalhes do programa de revitalização do Rio São Francisco no âmbito do projeto de transposição, incluindo o acompanhamento físico-financeiro das obras e, em especial, as ações desenvolvidas no Estado de Minas Gerais, conforme requerimento do presidente da Comissão, deputado Gil Pereira (PP).

Participarão do evento o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi; o presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Felipe Mendes; prefeitos; ambientalistas; e representantes de órgãos e instituições como Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Copasa e comitês da bacia. O piloto Lu Marini mostrará as imagens de alerta que fez durante sobrevoo de quase 3 mil quilômetros ao longo do curso do rio, que exige urgente recuperação.

O Velho Chico, como é popular e carinhosamente chamado, é um dos maiores rios brasileiros, atravessa cinco estados, mas agoniza por causa da degradação ambiental e da seca histórica que assola o Norte de Minas.

A maior preocupação do deputado Gil Pereira é quanto aos baixos investimentos realizados até então na revitalização do rio, especialmente em território mineiro.

Os estados de Pernambuco, Sergipe e Alagoas recebem recursos volumosos. Minas Gerais, que contribui com 70% do volume hídrico, vem recebendo 10 vezes menos recursos em comparação à Bahia, responsável por apenas 30% das águas envolvidas na transposição”, cobrou o Gil Pereira, advertindo que estão secos pelo menos 80% dos rios e riachos que abastecem o São Francisco, no Norte de Minas.

“Não temos em Minas Gerais o necessário respaldo para que possamos recuperar e preservar as matas ciliares, tratar o sistema de esgoto sanitário de cada cidade. Os recursos para financiar essas intervenções são imprescindíveis à revitalização das sub-bacias. Se não houver ação emergencial efetiva, o Rio São Francisco morrerá dentro de poucos anos”, adverte o parlamentar.

O piloto de aventura Lu Marini também participará do evento, mostrando o contraste entre belezas e descaso que marca o Velho Chico. Entre 25 de agosto e 22 de setembro de 2015, ele sobrevoou com paramotor mais de 2,8 mil quilômetros, passando por 520 municípios, até a foz do São Francisco, entre Alagoas e Sergipe.

“A situação é realmente muito séria. O problema da seca tem castigado os ribeirinhos, que não têm peixe para comer e, sem vazantes, não podem plantar. O descaso ambiental é absurdo”, aponta o piloto.