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Brasil trilha caminho para chegar ao Top 20 em energia solar em 2018

4 de agosto de 2016

Brasil trilha caminho para chegar ao Top 20 em energia solar em 2018

MME: País tem 2,6 GW contratados com previsão de entrada em operação até 2018

A expansão do uso de energia solar no Brasil pode colocar o país entre os 20 maiores produtores em 2018, considerando a potência de 2,6 GW já contratada, de geração centralizada (GC). Em 2014, foram contratados 31 projetos em leilões (890 MW), e em 2015, 63 projetos (1.763 MW),  totalizando 2.653 MW de capacidade instalada. Os dados constam no boletim “Energia Solar no Brasil e no Mundo – Ano de Referência – 2015”, publicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

“Multinacional espanhola, com 240 MW de capacidade contratada, a Solatio/Canadian participará do 2º Leilão de Energia de Reserva de 2016 no dia 16 de dezembro, quando poderá superar o total do investimento inicial projetado de R$ 1,5 bilhão. “Minas e Pirapora terão a maior usina solar da América Latina e uma das maiores do mundo, o que consolida o Norte de Minas como polo mundial do setor”, informa o presidente da Comissão de Minas e Energia da ALMG, deputado Gil Pereira (PP). O início das operações está previsto para agosto de 2017.

A recente expedição da licença de instalação (LI) pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), obtida por meio da atuação parlamentar do deputado Gil Pereira a partir de 2015, viabiliza possível investimento da ordem de até R$ 6 bilhões por parte do consórcio no Estado, considerando inclusive conjunto de 10 usinas de 30 MW cada na região.

Comparação

Entre os países com maior potência instalada, um grupo formado por China, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Itália responde por 68% do total mundial nesta fonte. Em 2015, a China alcançou o 1º lugar no ranking mundial de geração e os Estados Unidos ficaram em 2º, ambos superando a Alemanha, líder do ranking em 2014. Até o final de 2015, todos os países do mundo computavam potência instalada solar fotovoltaica de 234 GW, considerando também a expansão de 52 GW no ano.

De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (IEA) a energia solar poderá responder por cerca de 11% da oferta mundial de energia elétrica em 2050 (5 mil TWh). A área coberta por painéis fotovoltaicos capaz de gerar essa energia é de 8 mil km², o equivalente a um quadrado de 90 km de lado.

A estimativa do Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE 2024 é que a capacidade instalada de geração solar no Brasil chegue naquele ano a 8.300 MW, sendo 7.000 MW de geração centralizada (GC) e 1.300 MW de geração distribuída (GD). A proporção da geração solar chegará a 1% do total. Os estudos do PDE 2025, em elaboração, sinalizam a ampliação destas previsões, de acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Geração distribuída

O  número de instalações solares distribuídas cresce a passos largos no Brasil. Em oito meses estas instalações triplicaram no país, já chegando perto de 4.000 unidades, com potência média de 7,4 kW. Os estudos do Plano Nacional de Energia – PNE 2050, em elaboração pela EPE, estimam que 18% dos domicílios em 2050 contarão com geração fotovoltaica (13% do consumo residencial). No aquecimento de água, a previsão é que 20% dos domicílios detenham coletores.

Para ampliar ações de estímulo à geração distribuída, o Banco do Nordeste (BNB) lançou linha de crédito que ampliará ações de estímulo a esta modalidade. O financiamento utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e tem prazo de pagamento de até 12 anos, com um ano de carência. O crédito do Banco do Nordeste é destinado a empresas agroindustriais, industriais, comerciais e de prestação de serviços, além de produtores rurais, cooperativas e associações beneficiadas ou não com recursos do FNE.

Fonte: MME