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Atrasado por não deter tecnologia de purificação do silício, país deve buscar parceiros no setor

13 de agosto de 2015

Atrasado por não deter tecnologia de purificação do silício, país deve buscar parceiros no setor

O presidente da Cemig, Mauro Borges, afirmou que o País enfrentará desafios para alavancar a cadeia produtiva da energia fotovoltaica. “A capacitação tecnológica é gargalo a ser superado, pois não dominamos a tecnologia de purificação do silício e sua transformação em cristal, insumo necessário às placas fotovoltaicas. Há risco de perdermos outra corrida nessa área. A base tecnológica da energia fotovoltaica é a mesma dos microprocessadores e o Brasil perdeu essa onda anterior”, alertou ele.

“Precisamos buscar grandes parceiros tecnológicos, que não disponham do índice de insolação que temos. O investimento numa refinaria de silício é da ordem de R$ 4 bilhões. Porém, o Brasil, até o momento, tem investido em fábricas de montagem de placas fotovoltaicas (R$ 100 milhões)”, comparou Borges.

Outro desafio foi apontado pelo presidente da estatal mineira: transmissão da energia gerada. “Teremos agora leilões de empresas geradoras de energia solar, mas é necessário pensar também em transmissão e distribuição”, ressaltou ele, citando problemas análogos da energia eólica, pois o governo incentivou a criação de usinas sem pensar na distribuição da energia. “A Cemig tem capacidade de distribuir cerca de 1,2 gigawatts, o que será insuficiente daqui a poucos anos, caso aumente muito a produção de energia”, informou ele.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura Filho, informou que os preços da energia fotovoltaica estão cada vez mais competitivos. “Há cerca de seis anos, o custo do megawatt/hora era de R$ 1.000,00, enquanto o da hidroeletricidade girava entre R$ 150,00 e R$ 180,00. Os valores caíram para R$ 400,00, até R$ 250,00. Em 2014, lançamos o primeiro leilão para energia solar e obtivemos o preço de R$ 300,00 por megawatt/hora”, indicou ele, que respresentou o ministro, Carlos Eduardo de Souza Braga.

Também participaram do encontro: secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôso; gerente da Área de Infraestrutura do BNDES, Ana Raquel Martins, representando o presidente, Luciano Coutinho; presidente do Conselho de Administração da ABSolar, Nelson Colaferro; presidente da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite; assessor da presidência de Furnas, Luiz Felipe Veloso, representando o presidente Flavio Decat de Moura; membro da Câmara da Indústria de Energia, Eduardo Nery, representando o presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior; superintendente do Banco do Nordeste (BNB), João Nilton Castro Martins; presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool no Estado de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos Ferreira Filho; presidente da Faemg, Roberto Simões; presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros, Augusto Celso Franco Drummond; diretor da ACMinas, José Ciro Mota; prefeito de Nova Porteirinha, Raul Alves Rocha; prefeito de Lagoa dos Patos, Hercules Vandy Durães da Fonseca; prefeito de Patis, Vinicius Versiani de Paula; prefeito de Capitão Enéas e presidente da Amams, César Emílio Lopes Oliveira; prefeito de Mamonas e 2º secretário da AMM, Edivan Roberto Cardoso, representando o presidente Antônio Júlio de Faria; secretário de Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente e Agricultura de Montes Claros, Sebastião Ildeu Maia; e presidente da Associação dos Irrigantes do Norte de Minas (Adirnorte/Montes Claros), Orlando Frota Machado Pinto.